O professor é condenado a dar aula. O professor segue o calvário carregando uma pasta cheia de livros e apostilas. O professor cai diante da insubordinação e ignorância dos alunos. O professor encontra sua mãe que lhe diz: Meu filho mude de profissão. O professor cansado procura um assistente. A secretária enxuga a face suada do professor. O professor cai pela segunda vez quando abre o contra-cheque. O professor consola os alunos caidos em recuperação e dependência dizendo: Ó queridos, não chorem, no final dá-se um jeitinho para tudo. O ciclo tá aí! O professor é despido de sua dignidade quando superlotam as salas de aula e o Siape sugere novas técnicas para motivar os alunos: novos currículos, novos tempos e novos espaços... O professor é crucificado quando faz greve para reivindicar seus direitos. OLHA LÁ, eles querem mais aumento. O professor morre na sala de aula, pois não tem mais direito a à licença saúde, férias prêmios e outros penducarillhos. O professor é descido da cruz e pisoteado pelo sistema. Os alunos o aconselham a pedir aposentadoria. O professor se aposenta. Mas fica à espera de umas aulinhas extras para completar o salário. O destino da humanidade repousa sobre um novo tipo de educação: já não se trata de armazenar conhecimentos, nem siquer de aprender, mas de aprender a mudar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário