quinta-feira, 5 de junho de 2008

SEGURANÇA PÚBLICA E EDUCAÇÃO

Sem muito saudosismo, pode-se afirmar que antigamente a população vivia nas cidades na maior tranquilidade.
Na época, a despreocupação chegava ao ponto de os proprietários de veículos motorizados largarem a chave no contato, sem que alguém ousasse levar qualquer pertence deixado no interior dos mesmos. Ainda que fosse um chapéu, um rádio, um quadro, ou qualquer outro objeto fácil de ser carregado.
HOJE PARA NÃO SE TER PERDA TOTAL DO VEÍCULO, FURTADO OU ROUBADO, SEUS PROPRIETÁRIOS PRECISAM DE SEGURO PARTICULAR E DE ACESSÓRIOS INIBIDORES QUE DESESTIMULEM O GATUNO A SUBTRAIR NO MÍNIMO O AUTO-RÁDIO. Circunstâncias atribuidas à falta de eficiente proteção oficial ao património, o que tem favorecido o crescimento do crime organizado, sem que aja perspectiva de a situação reverter a longo prazo.
Enquanto a população, encurralada e na tentativa de se defender, assume despesas com grades de ferro, cerca elétricas, fechaduras informatizadas, vigias particulares, guardas-costas, câmaras de circuito interno e outros meios de segurança mais sofisticados. Providências que não lhes garante a integridade pessoal e o direito de entrar ou sair de sua casa, de seu trabalho, de seu lazer, pois corre o risco de assalto e/ou sequestro, um dos mais hediondo dos crimes sofrido por cidadãos. O que tem colocado as famílias em constante sobreaviso por se sentirem presa fácil da marginalidade, e pelo temor de serem as próximas vítimas, independemente de todas as precauções que possam tomar.
A intranquilidade tem envolvido pessoas de todos os níveis sociais e de todos os segmentos, incluindo as que estudam e trabalham em escolas estaduais de ensino fundamental e médio. Haja vista que, por meio da mídia, depoimentos de vitimas de violência, incluindo professores em salas de aula, tem levado a sociedade, por intermédio de entidades de classe, clamar por por providências imediatas quanto a falta de proteção. Mas que não se tenha resposta.
Para se combater também outros tantos atos violentos, esboçam-se planos que teoricamente prometem solucionar o grave problema, mas que estão precisando ser colocados efetivamente em pratica. Devendo começar por aí a se ter esperanças de resultadosa positivos em havendo ação integrada e preventiva dos órgãos incumbidos de combaterem a criminalidade.
O que certamente se conseguirá investindo numa educação de qualidade, que venha a evitar que a nossa juventude troque os estudos pela marginalidade. Medidas que poderão acalentar o sonho dos cidadãos de, com saudosismo resgatarem algo semelhante à tranquilidade de antigamente, quando as famílias sentavam-se à frente de suas casas e, descontraídas, batiam papos com os vizinhos.

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