quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O POVO DE SÃO JOÃO DEL REI QUER VOTAR COM CONSCÊNCIA NO PLEITO QUE SE APROXIMA

Esta se aproximando o pleito eleitoral( Eleição municipal-2008) e já é possível sentir nas ruas ainda que timidamente, as primeiras manifestações da campanha eleitoral. Adesivos, banner`s, carros de som e os tradicionais santinhos começam a proliferarna cidade enfeitando carros, residências e estabelecimentos comerciais -afetando a vida dos moradores da cidade, seja no estimulo de debates, seja trazendo as incômodas poluições sonora, visual e material.
O interessante de tudo isso é o que chama mais a atenção nessas propagadas é a grande quantidade de candidatos que associam os seus nomes à profissão que exercem ou a instituição para a qual pertencem.
Exemplos: Zé do fórum, zizi do sindicato, joão da igreja e assim sucessivamente... Ora nada mais óbvio se considerarmos que um dos objetivos da propaganda eleitoral é facilitar a lembrança na memória coletiva, do candidato em questão. Quanto mais elementos de identificação o candidato apresentar, maiores as chances de ser lembrado pelos eleitores na hora do voto.
Ao verificarmos na campanha eleitoral a candidatura do padeiro, do frentista de posto de gasolina, do balconista de supermercado, guardadas as suas intencionalidades, podemos vislumbrar que as questões politicas estão ascendendo na sociedade como um todo. Mesmo que a ação politica ainda seja recebida com alguma desconfiança por parte da´população ou que ela venha a ser exercida por meio de outras vias que não a não partidária, como é o caso das ONG`S e das associações, o partidarismo e o processo eleitoral são instâncias privilegiadas do nosso sistema democrático e por isso não devem ser desprezados.
A participação cada vez maior de pessoas de classes diferentes e grupos sociais dispares no processo eleitoral é bem-vinda e contribui para a valorização da democracia.
Por outro lado um cenário nada animador para a democracia pode se revelar dessa mesma associação. Isso se o candidato, caso eleito, queira atender apenas aos interesses do bairro, da instituição ou do grupo social que lhe dera apoio demonstrando assim fidelidade para com aqueles que o elegeram. Nesse caso fica caracterizado o corporativismo que é justamente o contrário coletivo, o qual a democracia buscava.
Vale ressaltar que o cargo público, como o próprio nome diz, visa a promover o bem estar de todos, sem preconceito de origem, raça, religião, sexo, cor, idade e qualquer outras formas de discriminação, conforme reza a nossa Constituição em seu artigo terceiro.
É desconfortante saber por exemplo, que um vereador posa votar contra um projeto de lei que proponha um bem à coletividade de sua cidade apenas porque o mesmo não favorece o seu bairro e nem mesmo os interesses particularista daqueles que o elegeram.
Tendo em vista as eleições municipais, penso num candidato que esteja à altura de representar a coletividade São-Joanense,independente de sua origem social ou corporativa. Ainda mais em tempos de globalização, que exigem uma resposta local cada vez mais antenada com os problemas e tendências globais.
Um candidato que deixe de demonstrar conhecimento prévio em relação a temas como por exemplo: MEIO AMBIENTE,EDUCAÇÃO, ECONOMIA, SAÚDE, SEGURANÇA PÚBLICA, HABITAÇÃO, SANEAMENTO BÁSICO, deve ser observado com certa desconfiança.
Portanto, leitor e eleitor, atentem para a fala e programas dos candidatos que favoreçam a coletividade. Vamos separar o joio do trigo. São muitos os candidatos, poucos serão vencedores.
São João Del Rei e democracia agradecem.

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