sábado, 21 de junho de 2008

MILAGRE DO ANO ELEITORAL

Como seria bom se houvesse eleições todo ano. Desde Janeiro de 2008, nossa cidade virou um canteiro de placas de supostas obras. Algumas placas estão colocadas apenas como enfeite e com objetivo único de enganar a população, pois nem todas as obras estão sendo realizadas e nem todas as obras realizadas são necessárias. Basta a Prefeitura tampar um buraco na rua e pronto, lá está a placa de publicidade e o dinheiro público sendo gasto desnecessariamente com o fim propagandístico.
Infelizmente, se verifica empenho do atual prefeito apenas em obras aparentes, que geram votos e impacto, todavia, a cidade carece também de obras sociais e de infra-estrutura nos bairros mais afastados.
Para impor limites específicos em anos eleitorais, e evitar a utilização da máquina pública em beneficio de um ou de outro candidato, existe a Lei eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal, que asseguram a igualdade de oportunidades aos candidatos e estabelecem condutas proibidas aos agentes públicos. Dentre as proibições está a questão da contratação, nomeação, admissão e demissão sem justa causa de trabalhadores nos três meses que antecedem o pleito, assim como, a realização de obras supostamente eleitoreiras, o que significa dizer que qualquer uma dessas medidas só pode ser adotada até o mês de junho do ano eleitoral.
Por tal motivo é que se supõe, que a Prefeitura Municipal trocou a placa da obra do restaurante popular , informando que a realização é do governo Federal. Por isso, ainda não foi inaugurado.
Fato esse, não deve passar em branco, principalmente pelos nossos vereadores.
Tudo o que peço aos políticos é que se contentem em mudar o mundo sem começar por mudar a verdade. Incrível não é pessoal?
Essas eleições se revestem de um grande significado. A hora do Brasil está chegando. Ela soará com o resultado das próximas eleições. O momento das grandes decisões se aproxima, de uma vez por todas, é preciso sacudir a pasmaceira das indefinições e, partir para um amplo consenso em torno de opções estratégicas fundamentais que viabilizem o país.
Para empreender a arrancada que se apresenta urgente e inadiável é preciso restaurar a confiança nas instituições políticas, sacudindo delas, com veemência, os artifícios que neutralizam sua eficácia e enredam o funcionamento do sistema democrático, tornando-o refém de interesses particulares.
Espero que a vontade soberana do povo desta cidade, se faça valer nesta eleição, afim de que caminhemos para uma maturidade democráticas, que respalda o funcionamento responsável das instituições

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