Com a proximidade das eleições municipais, mais uma vez vem a baila a questão do número de representantes que cada cidade deve ter em suas respectivas Câmaras Municipais. Tema polémico, evidentemente, guardada as proporções que a alimenta interesses políticos partidários e financeiros dos postulantes ao não tão honroso cargo legislativo provinciano. O fato é que, se não existisse o atual critério de remuneração-percentual atrelado ao ganho mensal de deputado estadual e o deste, por sua vez, atrelado ao de deputado federal, e o deste, às equiparações esdrúxulas com as de ministro de Estado e do Poder judiciário edilidade não despertaria tamanha demanda de candidatos à ocupação de suas cadeiras.
No passado não tão distante, ainda bem vivo na memória das pessoas com mais de 50 anos de idade, as funções de vereadores, prefeito e secretários municipais não eram remunerados e sequer tinham quaisquer verbas de representatividade, as tais ajudas de custo e/ou ressarcimentos de despesas de exercício do cargo ( transporte, viagem, e estadas, por exemplo). Os membros do legislativo e do executivo municipal, nesta querida cidade de São João Del Rei, escreveram-se nas páginas da história são-joanense com o vigor de notáveis exemplos de cidadania e de civismo expressados nos feitos tanto individuais como colegiados, de relevâncias significativas, principalmente em se levado em boa conta a realidade de suas respectivas épocas e de suas singulares condições conjunturais regionais e nacionais.
Hoje tudo é diferente. Na cidade, no estado e no País, como um todo. Toma-se São João Del Rei, como exemplo!
Pois bem, olhada a cidade como sugeri acima convido os conterrâneos, contemporâneos e os cidadãos honorários, que aqui vivem e que se interessem pelos nossos assuntos comuns -os destinos de SJDREI -a colocar em suas mentes a Câmara Municipal sob a ótica qualitativa de ocupantes das suas cadeiras de legisladores, e pensem com honestidade e responsabilidade, sobre uma relação entre qualidade e quantidade da representatividade do povo de São João Del Rei na referida casa.
Pensem, pensem seriamente. Analise, avalie o desempenho da vereança, quais foram as suas preocupações e as suas realizações, seus projetos, suas leis promulgadas, suas indicações e suas moções ao longo de suas funções legislativa. Enfim avalie a edilidade, isento de paixão e de parcialidade.
Parece-nos estar a existir no exercício das funções públicas uma generalizada ausência de ética, de moral, de responsabilidades civil e cívica (são coisas distintas entre si) e de inapetência nos homens eleitos neste pobre país! Há uma falta absoluta de seriedade e de preocupação no cumprimento do dever de cidadão de parte dos senhores políticos no atacado, ressalvados portanto, as excessões, pois ainda há tanto no legislativo e no executivo e, óbvio, no judiciário.
Não deveríamos, ocuparmos-nos com a discussão da quantidade de vereadores, mas sim, com a importância da qualidade global da Casa, submetendo-se ao crivo da opinião pública a qualidade individual do postulante à cadeira legislativa. Nos anais da Câmara Municipal de SÃO JOÃO DEL REI há fartura de exemplos, positivos e negativos. Cotejamo-los, e daí sufraguemos os nomes dos competentes candidatos.
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