sábado, 16 de dezembro de 2017

CULTURA. RIQUEZA DE MINAS




Quando se  pergunta  qual  a  principal  riqueza  de Minas Gerais, as  respostas  mais  comum  falam em minérios de ferro,  café, pecuária  e algumas  indústrias,  como  a  siderurgia  e a de cimento.
Tudo  isso é muito  certo, mas  é preciso  viver algum  tempo fora das  Minas  Gerais,  em  contato  com  a  realidade  de  outros  Estados  brasileiros  e  mesmo  de  outros  países  para  se constatar  que  a primeira  e  maior  riqueza  das  terras  mineiras  ainda  é  a cultura  de  seu povo.
O conjunto  formado  pelo  patrimônio histórico, artístico  e cultural  pela  vocação  política  e democrática  da gente  mineira  e a sua  tendência  inata para  o racionalismo  mais  genuíno  tornam  este  Estado  uma  realidade  sem  paralelo  dentro  do  Brasil.
É  claro  que não  estamos  descobrindo  a pólvora, antes  de  nós,  muitos brasileiros  já  apontaram  o  notável  patrimônio   cultural  que  Minas Gerais  representa  dentro  do  paronama  mais  amplo  da  vida  brasileira.
O que parece  estar  faltando - e que  não  pode  mais  tardar - é  uma  conscientização  maior  dos  próprios  mineiros, de  todas  as classes  e latitudes, de  dentro  e de  fora  das  divisas  do  Estado para  a necessidade   urgente  de  capitalizar  melhor  esse  rico  patrimônio,  aproveitando-o    da  mesma  forma  e na mesma intensidade  em que Minas Gerais  aproveita  as  suas  outras  riquezas  justamente  o  minério,  o  café, a agricultura, a  pecuária.
As  elites  e  os  trabalhadores  parecem  não  terem  se  dado  conta,  ainda  de  que  o  patrimônio  cultural  não  é  um  conjunto morto  e  pesado  mas uma  realidade viva, com  o  qual  se  pode -  e  se deve - gerar  riqueza, isto é,  ganhar  dinheiro.
Só  o  turismo  cultural, bem  aproveitado, já  daria  a  Minas Gerais  solução  para  o  desemprego  e encheria  de  dinheiro  os cofres  do  Estado e ainda  impulsionaria a  indústria, o  comércio  e o ramo  de transporte  e de serviços.
E  quem escreve  isto  não  é um  mineiro  que  tenha  a  cabeça  nas nuvens, mas  um  funcionário  público federal  aposentado ( Analista  Tributário  da Receita Federal do Brasil )  que  já  viu  a  cultura  sendo  bem  econômico  de  alto  valor  e  de alta  riqueza  em, pelo menos, trinta  países  do  mundo  do  Egito à  Suécia, do  Chile  à Romênia, dos  Estados Unidos a  Itália.
Estamos convencidos  de  que  no  dia  que  Minas Gerais  colocar  o  assunto  cultural  no  primeiro plano das  preocupações  da  coletividade e mineira, haverá  um notável  surto  de  desenvolvimento  econômico  e social no Estado,. 
É o que penso. 


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